Deus é um DJ

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Na esteira do sucesso de duas temporadas no Rio de Janeiro, da mostra oficial do Festival de Teatro de Curitiba e do Festival Internacional de São José do Rio Preto, e de uma primeira temporada em São Paulo no Museu da Imagem e do Som, o espetáculo multimídia Deus é um DJ realiza agora uma curta temporada no Teatro Jaraguá, no mês de agosto.

Na história, um casal de jovens artistas, interpretados por Marcos Damigo e Guta Ruiz, é contratado por uma galeria de arte, vivendo ali cercados por câmeras. Suas imagens são vendidas e veiculadas via internet.

Tudo parece falso e espontâneo ao mesmo tempo. Os personagens pedem pra que o público não desligue os celulares, e inclusive o estimula a tirar fotos e postar nas redes sociais. A vida parece uma constante fabricação de imagens e identidades. Com bastante humor, eles confundem intencionalmente realidade e ficção, para que a plateia nunca saiba onde está a uma coisa e outra.

O texto é o resultado de uma profunda análise comportamental sobre o jovem morador de qualquer grande centro urbano. O autor usa de um humor ácido para colocar em xeque o quanto nossa identidade é moldada pela cultura de massas e o apelo ao consumo.

Montado mais de quarenta vezes ao redor do mundo, Deus é um DJ é o texto mais famoso de Falk Richter, autor alemão antes inédito no Brasil e considerado um dos maiores expoentes do teatro contemporâneo alemão. Com direção do premiado escritor Marcelo Rubens Paiva, o espetáculo mistura teatro, vídeo e música. A peça conta, ainda, com cenografia de Ana Kalil, direção musical e sonoplastia de Nado Leal e iluminação assinada por Tomás Ribas.

Os dois atores estão escalados para a próxima novela das seis da Rede Globo, “Jóia Rara”, das mesmas autoras de “Cordel Encantado”.

Guta Ruiz é graduada em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná, com experiência em atuação e produção teatral, atuação em curtas e longa-metragens, e programas de TV, incluindo seriados e novela. Em São Paulo, integrou a Companhia Satélite, de Dionísio Neto. Nela, atuou e produziu os espetáculos “A Casa de Bernarda Alba” e “Corações Partidos” e “Contemplação de Horizontes”. Em seguida, trabalhou também com os diretores Felipe Hirsch, Mário Bortolotto e Debora Dubois até integrar o Teatro Promíscuo, companhia de Renato Borghi e Élcio Nogueira Seixas, onde atuou em “Timão de Atenas” e “Macbeth” – ambas de Shakespeare, e co-dirigiu a peça “Cadela de Vison”, de Renato Borghi. Outro destaque foi a peça “Play”, com texto de Rodrigo Nogueira, indicado ao Prêmio Shell. Atua também no Cinema e na TV, com destaque para os seriados “Alice” da HBO, com direção dos cineastas Karim Ainouz e Sergio Machado, “9MM” da Fox, “Tô Frito” da Band, o filme sucesso “Bruna Surfistinha” e sua participação nos capítulos finais de “Passione” da Rede Globo.

Marcos Damigo é ator, diretor, autor de teatro e idealizador do projeto. Formado pela Escola de Arte Dramática (ECA/USP), atuou em inúmeros espetáculos, com destaque para protagonista em “Hamlet” de Shakespeare e em “O Retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde, onde assinou também a adaptação do romance de Oscar Wilde, ambos no Teatro Popular do SESI de São Paulo. Viajou pelo Brasil com “As Pontes de Madison” ao lado de Marcos Caruso e Denise Del Vecchio. Esteve na novela de Gilberto Braga, “Insensato Coração”, na Rede Globo em 2011 e protagonizou “Fascinação” no SBT em 1998. Em cinema, já atuou nos longas “Bellini e a Esfinge” e “Sonhos Tropicais”, e na TV trabalhou em “Mad Maria”, na Rede Globo, e protagonizou a novela “Fascinação”, no SBT. Dirigiu “Os Visitantes”, de Priscila Gontijo, no Rio de Janeiro, e trabalhou com Guilherme Leme em “A Forma das Coisas” e “RockAntygona”, como Diretor de Movimento. Atuou e escreveu em “O que morreu mas não deitou?”, subsidiada pela Lei do Fomento de São Paulo junto com Francisco Medeiros, trabalho indicado ao Prêmio Shell de teatro em 2001.

O que já se disse do espetáculo:

“A mídia que nos cerca tem força para nos formatar. Mas nós não percebemos isso a maior parte do tempo. Porque a mídia é divertida, não dói, entretém, e nós não esperamos que o entretenimento dê forma às nossa vidas com tanta força.”
Falk Richter, em depoimento escrito especialmente para a encenação brasileira.

“Deus é um DJ constitui-se de um trabalho desafiador e de interesse no qual a equipe artística, com destaque para as atuações, consegue explorar com precisão as qualidades do material dramáHco. Vale a pena conferir.”
Ana Lúcia Vieira de Andrade, JB online

“Existe uma outra forma de nos relacionarmos com o mundo. E ela engendrará, indubitavelmente, uma nova arte.”
Maria Eugênia de Menezes, O Estado de São Paulo

“… o texto do alemão Falk Richter, escrito originalmente em 1998, parece se tornar mais atual a cada dia, com sua visão sobre celebridades instantâneas, reality shows e a vida constantemente devassada pela internet.”
Carlos Albuquerque, O Globo

Ficha Técnica

Direção: Marcelo Rubens Paiva
Texto: Falk Richter
Tradução: Annette Ramershoven e Marcelo Rubens Paiva
Coordenação artística: Marcos Damigo
Elenco: Marcos Damigo e Guta Ruiz
Elenco Stand-in: Gustavo Haddad e Juliana Mesquita
Assistência de direção: Isabel Mello
Preparação vocal: Maria Sílvia Siqueira Campos
Consultoria de arte e linguagem: Alexandre Nino
Cenografia: Ana Kalil
Cenotécnica: André Salles, Max Magalhães e Nilton Araújo
Direção musical e sonoplastia: Nado Leal
Iluminação: Tomás Ribas
Assistência de iluminação: Vânia Jacomis
Estagiária técnica: Amanda Fechter
Figurino: OEstúdio e Moacir Casimiro
Visagismo Guta Ruiz: Magnólia Noivas
Arte gráfica e Fotos: Kelson Spalato
Logo e videografismos: Hardcuore
Direção de Produção: Andresa Lenzi e Daniella Griesi
Produção Executiva: Igor Dib
Administração: Deborah Balthazar
Idealização: Marcos Damigo e Renato Saraiva
Realização: Ministério da Cultura

TEMPORADA

02 de agosto a 08 de setembro de 2013
sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 19h

Classificação : 16 anos
Duração 1 hora e 30 minutos
Lotação: 271 lugares
Gênero: Comédia
Pagamento dinheiro, cartões de débito RedeShop e Visa Elétron

O Teatro Jaraguá possui estacionamento com manobrista, além de ponto de táxi, ambos localizados dentro do hotel.

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