Happy Hour

HAPPY HOUR traz JUCA DE OLIVEIRA em contato direto com público, em espetáculo solo com texto do próprio ator e direção de JÔ SOARES

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Happy Hour é um encontro entre amigos. No caso, uma conversa com um dos melhores amigos do público do teatro brasileiro: Juca de Oliveira, também autor do texto. Mas essa empatia e intimidade com os espectadores não para por aí. Potencializa-se com a direção experiente do mestre Jô Soares. A dobradinha Jô-Juca, que também aconteceu na bem-sucedida “Às Favas com os Escrúpulos”, dá a tônica ao novo espetáculo que, mais uma vez, aposta no riso como chave eficaz para a reflexão. A peça nasceu da vontade do ator de dividir com a platéia, a quem chama de verdadeira família, pensamentos a respeito das contradições do cotidiano, da política, da vida.

“Estou com 74 anos e o mundo, pelo menos pra mim, se torna cada vez mais absurdo, as atitudes humanas inacreditavelmente burras. Mas quem sabe, pensei, o absurdo e a burrice estejam entranhados em mim, e não no mundo, nas coisas e nos homens?”, comenta Juca de Oliveira.

Para o dramaturgo e ator, o espetáculo solo foi o melhor veículo para expressar esta proposta na qual pretende apresentar um trabalho de tom confessional. “Claro que terá muito humor, porque o incongruente, leva necessariamente à comédia, como já nos explicava Aristóteles na sua Poética”, completa.

Jô Soares se valeu da experiência adquirida em seus 7 “one man shows” para dirigir o amigo.

“Espero que o público se divirta tanto neste “happy hour” quanto nós nos divertimos durante os ensaios.” – Jô Soares.

JUCA DE OLIVEIRA – Estudou direito na USP (Largo de São Francisco) até o 3o. ano. Em 1958 entrou para a Escola de Arte Dramática de São Paulo e em 1961 estreou como profissional no Teatro Brasileiro de Comédia, na peça “A Semente” de Gianfrancesco Guarnieri, direção de Flávio Rangel.

Ao longo de sua carreira fez mais de 50 peças de teatro entre elas “Baixa Sociedade”, “Motel Paradiso”, “Caixa 2”, “Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia Que a Nossa”, “A Babá”, “A Flor do Meu Bem Querer”, “Meno Male!” (5 anos em cartaz), e o seu espetáculo, ainda em turnê nacional, “Às Favas com os Escrúpulos”.

Na televisão fez inúmeros teleteatros, telenovelas e minisséries (como “Fera Ferida”, “Torre de Babel” e “O Clone”, da TV Globo). No cinema fez cerca de doze filmes, como “A Flor da Pele”, de Francisco Ramalho Jr. (1975) e o recente “O Signo da Cidade”, de Bruna Lombardi e Carlos Alberto Ricelli (2007).

Como autor de teatro escreveu 14 peças. Ao longo de sua carreira ganhou a maioria dos prêmios que se concede a um dramaturgo e a um ator, dentre eles “O Governador do Estado”, “APETESP”, “Troféu Imprensa” e “Festival de Gramado”.

O espetáculo “Happy Hour com Juca de Oliveira” tem como patrocinador principal o Bic Banco.

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