Me Segura, Senão eu Pulo!

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De Luca Produções Artísticas, Eurofarma e ProAC ICMS SP apresentam a comédia “Me Segura, Senão Eu Pulo!”. O espetáculo tem a produção de Brancalyone Produções Artísticas e Tiaraju Produções Artísticas e Culturais

Um gerente de cálculo de uma grande empresa de engenharia. Um erro crucial que pode derrubar pontes. A pressão cotidiana em um escritório e uma antiga história de amor. Até onde as relações humanas influenciam no ambiente corporativo? Grande nome do teatro brasileiro, Luiz Carlos Cardoso é autor de Me Segura, Senão eu Pulo!, comédia que estreia dia 15 de agosto no Teatro Jaraguá, com direção de Hugo Coelho.

Espetáculo marca a volta ao teatro do ator Marcio De Luca, que atua ao lado de Priscila Sol, Regina Maria Remencius, Edu Guimarães, Ricardo Ripa, Daniel Costa. Cenários e figurinos ficam a cargo de Luís Carlos Rossi, iluminação de Robson Bessa e trilha sonora de Jonatan Harold.

Sinopse
Magalhães, gerente de cálculo de uma grande construtora, é convocado pelo presidente para responder por graves erros do seu departamento. A reunião, num clima tenso, muda radicalmente quando Heloísa, subordinada de Magalhães, adentra a sala. Emocionado com a presença inesperada de seu antigo amor, Wilson o presidente da companhia, muda o tom e relembra sua paixão de juventude.

Em meio a novas listas de erros que não param de chegar pelas mãos de Leôncio e Soninha, todos passam a limpo suas relações, frustrações e anseios, principalmente em relação à última festa de fim de ano da empresa. Ícaro a princípio, o grande responsável pelos erros, cai nas graças do presidente e é promovido. Enciumado, Magalhães ameaça suicidar-se.

A confusão se instala de vez levando a um desfecho hilário e surpreendente onde os segredos de cada um veem à tona, precipitados pelo iminente suicídio de Magalhães que ameaça saltar da janela da presidência.

Luiz Carlos Cardoso escreve para teatro desde a sua adolescência. Já trabalhou em grandes corporações e isso foi o que mais o incentivou para escrever Me Segura, Senão Eu Pulo!. “Gosto de falar sobre os dilemas corporativos com humor. Usei minha experiência pessoal, já presenciei muitas cenas de pressão entre chefe e subordinado. O texto tem um pouco de absurdo, mas a essência dos conflitos mostrados em cena realmente acontece”. A peça foi escrita em meados de 1980 e essa será a sua primeira montagem.

Quando o autor assistiu a uma leitura no MASP, dirigida por Hugo Coelho, logo deu o aval para a montagem. “A peça se passa em 1985, início dos grandes escritórios, corporações, que se consolidaram efetivamente nesta época”. Para Hugo, os personagens “são profissionais no exercício de suas funções, mas todos amarrados em suas questões pessoais, em suas fraquezas e fantasias. Existe muita intimidade dentro de um escritório e, por isso, as pessoas põem suas loucuras para fora. O olhar do Luiz Carlos é crítico e contundente. Ele transforma o palco em uma arena de conflitos e confissões”, conta o diretor.

Protagonista do espetáculo, Marcio De Luca – depois de trabalhar com nomes como Paulo Autran, Celso Nunes e Juca de Oliveira – entrou no mundo corporativo e ficou muito tempo por lá. “Eu sofria pressão no dia a dia, era cobrado por resultado. Quando conheci o texto – participando da leitura em 2006, simpatizei com cada detalhe”. Sobre seu personagem, Marcio conta que Magalhães, “é aquele cara que vive a empresa de corpo e alma, é um sofredor e isso acarreta uma série de problemas. Ele é do bem, absolutamente correto e por isso ele sofre tanto. Falta um pouco de aventura na vida dele”.

Priscila Sol, que estará na série de TV no canal Multishow – A Segunda Vez Que Eu Te Conheci, foi convidada para fazer a peça pelo diretor Hugo Coelho. “Vi na Priscila um potencial muito bom para o palco e uma vontade grande de querer fazer teatro”, conta o diretor.

Priscila – que interpreta três personagens em cena – foi atraída pelo texto. “Estava há um tempo sem fazer teatro e adorei a precisão de cada personagem”, conta atriz que trabalha com Hugo pela primeira vez. “Deixei minhas personagens virem naturalmente, com calma. Fazer comédia é muito difícil. Se não estivermos completamente sintonizados, atentos e disponíveis, perdemos o timing e a peça não acontece. Aí está o grande desafio”.

Sobre Luiz Carlos Cardoso
Dramaturgo
Nascido em Campinas, SP, em 1939, Luiz Carlos Cardoso escreve para teatro desde a adolescência. Fez o curso de Dramaturgia da Escola de Arte Dramática de São Paulo em 1960-61, aluno de Augusto Boal, Anatol Rosenfeld, Décio de Almeida Prado, Alberto D’Aversa e Sábato Magaldi e colega de Lauro César Muniz e Renata Pallottini. Sua primeira peça encenada, Viva Olegário, com direção de Afonso Gentil, ganhou o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de 1977, e Swing, montada por Juca de Oliveira e Luiz Gustavo ficou em cartaz por quase dois anos em São Paulo tendo montagem também no Rio de Janeiro com Jorge Dória, Osmar Prado, Íris Bruzzi e Arlete Salles, dirigidos por Oswaldo Loureiro. É autor de mais de uma dezena de textos. Por dez anos, de 1984 a 1994, foi crítico de teatro da Folha da Tarde e do Diário Popular, de São Paulo, e da revista Visão onde escreveu por oito anos. Foi jurado dos principais prêmios de teatro do país: Molière, Anchieta, Sharp, Mambembe, APCA. Em 1997 deu um curso de Iniciação à Dramaturgia na Escuela de Cine y TV de San Antonio de los Baños, em Cuba. Em 2005 publicou o livro Chefes e poetas, pela JSN Editora, com cinco textos de teatro e apresentação de Juca de Oliveira. Em 2011 lançou o romance Crime improvável pela Ficções Editora com apoio do ProAc.

Sobre Hugo Coelho
Diretor
Formado em filosofia, é ator e diretor. No teatro, seus últimos trabalhos como diretor foram Hoje tem Mazzaropi de Mario Viana, Aniversário Cultural de São Paulo, Retratos de William Douglas Home e Os Jogadores, de Nikolai Gogol. Como ator integrou os elencos de Assim é (se lhe parece) com direção de Marco Antonio Pâmio, O Terraço de Jean Claude Carrière com direção de Alexandre Reineck, Motel Paradiso de Juca de Oliveira com direção de Roberto Lage e na TV fez as novelas Água na Boca na Bandeirantes e no SBT Cristal, Revelação e Amor e Revolução. Na TV, como diretor, trabalhou na Bandeirantes, no SBT, na TV Globo e na Rede Vida tanto na área de teledramaturgia como em Teleducação. No Teatro é ganhador do Prêmio Myriam Muniz com seu trabalho de pesquisa: Paixões Humanas – uma breve história do teatro ocidental.

FICHA TÉCNICA
Texto: Luiz Carlos Cardoso
Direção: Hugo Coelho
Assistente de Direção: Carla Leoni
Elenco: Marcio De Luca, Priscila Sol, Regina Maria Remencius, Edu Guimarães, Ricardo Ripa, Daniel Costa
Cenário e Figurinos: Luís Carlos Rossi (FCR)
Iluminação: Robson Bessa
Fotografia: Helô Bortz
Visagismo: Ana Luiza Icó
Sonoplastia: Jonatan Harold
Operação de luz e som: Hugo Peake
Camareira: Regina Sacramento
Designer Gráfico: Maurício Tramonti
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Produção Executiva e Administração: Brancalyone Produções
Direção de Produção: Edinho Rodrigues e Paulo Del Castro
Realização: Brancalyone Produções Artísticas e De Luca Promoções

TEMPORADA – de 15 de agosto (sexta-feira) a 28 de setembro
Horários: Sextas-feiras, às 21h30, sábados, às 21h e domingos às 19h.
Duração: 75 minutos
Classificação indicativa: 14 anos

Assessoria de Imprensa
Pombo Correio – www.pombocorreio.art.br

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