Pedro e o Capitão

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Nos 50 anos do golpe militar, espetáculo contribui para ampliar a discussão sobre os regimes autoritários e a prática da tortura.

Após temporada de sucesso no CCBB, a peça Pedro e o Capitão reestreia no teatro Jaraguá no dia 11 de fevereiro, para uma curta temporada, com sessões de terça a quinta-feira, até o dia 1º de maio. A direção é de Marcos Loureiro, com Kiko Vianello e Gustavo Merighi, que entra para o elenco no lugar do ator Fernando Belo, que interpretou Pedro na primeira temporada.

Pedro e o Capitão reproduz as sessões de interrogatório de um preso político (Pedro) por um oficial da inteligência militar (O Capitão). Em que pese a situação extremada na qual os personagens se encontram, a peça não é construída como confronto entre um monstro e um santo, mas entre dois homens de carne e osso, que compartilham zonas de vulnerabilidade e de resistência.

O diálogo entre Pedro e o Capitão postula, por meio de um vasto arco de emoções, o que resulta, em nossa condição de mortais, das escolhas de cada um –pessoais e intransferíveis. A violência é retratada de forma indireta – em nenhum momento a tortura física é mostrada, mas Pedro, de uma sessão para outra, aparece cada vez mais machucado.

No ano em que se completa 50 anos do golpe militar que implantou a ditadura no país, o espetáculo contribui para ampliar a discussão sobre os regimes autoritários e a prática da tortura. Após o golpe de 64, o povo brasileiro viveu a violação dos direitos e a censura, além de conviver com perseguições políticas e torturas, que muitas vezes resultaram no desaparecimento e morte dos presos.

A peça Pedro e o Capitão foi escrita em 1979 pelo uruguaio Mario Benedetti, que a resume como “uma indagação dramática sobre a psique de um torturador”, onde se cruzam a coragem e a covardia, a capacidade de sacrifício, a moral, o ânimo e a sensibilidade face ao sofrimento, na complexa teia de razões que embasam o comportamento humano. A montagem, deste consagrado escritor latino-americano, é inédita no país.

FICHA TÉCNICA
Texto: Mario Benedetti
Direção: Marcos Loureiro
Tradução: Marcos Rivera
Elenco: Gustavo Merighi e Kiko Vianello
Figurino: Cássio Brasil
Cenário: Omar Salomão
Iluminação: Fran Barros
Op. de Luz: Hugo Peake
Trilha Sonora: Dr. Morris
Programação Visual:Marcelo Cordeiro
Fotos: Alexandre Catan
Assessoria de Imprensa:Flávia Fusco
Assistente de Direção: Regis Trovão
Produção Executiva: Daniel Palmeira
Coordenação Financeira: Cléo Chaves
Direção de Produção: Carlos Mamberti
Idealização: Fernanda Couto
Realização: VGI e Ananda Produções

REESTRÉIA – dia 11 de fevereiro, às 21h (estreou dia 31 de outubro de 2013)
TEMPORADA – de 11 de fevereiro a 1º de maio
Horários: terças, quartas e quintas-feiras, às 21h. (Haverá espetáculo nos feriados do carnaval, dias 4 e 5 de março, e no dia 1º de maio, dia do trabalho.)

Classificação indicativa: 16 anos.
Gênero: Drama
Duração: 70 minutos.

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