Pessoas Absurdas

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A comédia de Alan Ayckbourn, estreou no dia 31 de março de 2012, no Teatro Jaraguá, com direção de Otávio Martins. A peça é dividida em três atos e a história se passa em três diferentes noites de Natal, em três cozinhas diferentes, tendo como protagonistas três casais vividos pelos atores Marcello Airoldi, Ester Laccava, Eduardo Semerjian, Fernanda Couto, Kiko Vianello e Fabiana Gugli.

Pessoas Absurdas mostra de forma hilária e sarcástica como o dinheiro e o status social são determinantes até mesmo nas relações, sejam elas amorosas ou de amizade. A encenação lança um divertido olhar sobre como nossas ações e opções cotidianas podem nos tornar pessoas absurdas aos olhos alheios.

Pessoas Absurdas mostra de forma hilária e sarcástica como o dinheiro e o status social são determinantes até mesmo nas relações, sejam elas amorosas ou de amizade. A encenação lança um divertido olhar sobre como nossas ações e opções cotidianas podem nos tornar pessoas absurdas aos olhos alheio

A comédia Pessoas Absurdas, de Alan Ayckbourn, estreia no dia 31 de março, sábado, às 21 horas, no Teatro Jaraguá, com direção de Otávio Martins. A peça é dividida em três atos e a história se passa em três diferentes noites de Natal, em três cozinhas diferentes, tendo como protagonistas três casais vividos pelos atores Marcello Airoldi, Ester Laccava, Eduardo Semerjian, Fernanda Couto, Kiko Vianello e Fabiana Gugli.

O dramaturgo inglês Alan Ayckbourn – um dos autores mais montados do mundo – transpõe a nacionalidade ao abordar, de forma crítica, o lado patético do ser humano. O diretor Otávio Martins explica que a comédia inglesa tem forte característica textual. “Somos latinos, estamos trazendo um humor mais físico ao grande texto de Ayckbourn, mas a montagem é uma comédia inteligente e popular”, comenta.

A história se passa, originalmente, na década de 70, mas o diretor optou por ambientá-la nos anos 80, facilitando aos atores a busca por elementos reais de identificação, referências próximas, para compor as complexas personagens. Inclusive o figurino (assinado por Theodoro Cochrane) tem como forte referência a alta costura dos anos 80. A trilha sonora original também segue a mesma referência e consolida a parceria entre o diretor e Ricardo Severo com quem Otavio Martins trabalhou, recentemente, em Vamos? E Circuito Ordinário. “Fazemos uma homenagem aos clichês e costumes da época. O público vai rir do patético. As pessoas são, sim, absurdas e totalmente reais. E as situações a que estão expostas também são absurdas”, finaliza Otavio Martins.

Pessoas Absurdas mostra de forma hilária e sarcástica como o dinheiro e o status social são determinantes até mesmo nas relações, sejam elas amorosas ou de amizade. A encenação lança um divertido olhar sobre como nossas ações e opções cotidianas podem nos tornar pessoas absurdas aos olhos alheios.

O enredo

O enredo de Pessoas Absurdas transcorre no espaço de três anos. O espectador testemunha a decadência e ascensão financeira das personagens (três casais) e o reflexo dessas mudanças em suas relações conjugais e pessoais e nos seus comportamentos sociais.

O primeiro ato acontece no Natal passado, na cozinha da casa de Jane e Sidney (Fernanda Couto e Marcel Airoldi). Desejosos em ascender socialmente, convidam dois casais abastados para a confraternização. No segundo ato, a peça se passa no Natal presente, na cozinha de Eva e Geofrey (Ester Lacava e Kiko Vianello), que estão em plena crise conjugal e com problemas financeiros. Eles recebem os dois outros casais da história, sendo que o primeiro já ascendeu socialmente. E no último ato, a peça se desenrola no ano próximo, na cozinha dos anfitriões Marion e Ronald (Fabiana Gugli e Eduardo Semerjian), que também enfrentam a terrível queda das finanças. Neste Natal, os casais se encontram em situações financeiras e sociais inversas àquelas apresentadas no primeiro ato, sofrendo as conseqüências da ascensão e queda social.

Alan Ayckbourn – autor

O premiado dramaturgo e diretor inglês Alan Ayckbourn (1939) é considerado um dos autores vivos mais encenados em todo o mundo. Escreveu 75 peças, dirigiu mais de 300 espetáculos e suas peças receberam inúmeros prêmios e foram traduzidas para mais de 35 países. No Brasil, ganhou fama com o filme de Alan Resnais, Medos Privados em Lugares Públicos, adaptado de sua obra teatral e avaliado como um dos melhores filmes dos últimos anos. Pessoas Absurdas (Absurd Person Singular), texto de 1972, é considerado um dos seus grandes sucessos no teatro. No Brasil teve sua primeira montagem, em 1975, tendo no elenco Tony Ramos, Ester Goés e Miriam Mehler, com direção de Renato Borghi.

Durante algumas décadas, o autor ficou ausente dos nossos palcos. Nos últimos anos suas peças vêm retornando à cena brasileira e despertando interesse tanto pela diversidade dos argumentos, quanto por apresentarem uma excelente carpintaria teatral e diálogos preciosos. Alan Ayckbourn é um homem de teatro. Em 2011 comemorou 50 anos como diretor e 52 anos como dramaturgo. Atuante junto à sua companhia de teatro, ele continua escrevendo, dirigindo e produzindo páginas do teatro contemporâneo que, certamente, ficarão para a história.

Otávio Martins – diretor

Otávio Martins é ator, diretor e dramaturgo. Atuou em espetáculos como A Noite Antes da Floresta (2006), de Bernard-Marie Koltès com direção de Francisco Medeiros, Uma Pilha de Pratos na Cozinha (2008), de Mário Bortolotto, e Sideman (2010), de Warren Leigh e direção de Zé Henrique de Paula. Indicado oito vezes a prêmios de melhor ator, dentre os quais duas vezes ao Shell (2006 e 2010), ganhou o Prêmio Contigo! de Teatro 2010 por sua performance em Sideman.

Como diretor, fez vários espetáculos, entre eles a comédia Vamos?, de Mário Viana, e Circuito Ordinário, de Jean-Claude Carrière, entre outros. Em cinema, atuou em filmes como Salve Geral, de Sergio Rezende, e Malu de Bicicleta, entre outros. Na TV, atuou na premiada série Mothern, no canal GNT, e atualmente faz sua primeira novela, Amor Eterno Amor, próxima produção das 18h na TV Globo.

Ficha técnica:

Espetáculo: Pessoas Absurdas
Texto: Alan Ayckbourn
Direção: Otavio Martins
Elenco: Marcello Airoldi, Kiko Vianello, Eduardo Semerjian, Fernanda Couto, Ester Laccava e Fabiana Gugli
Iluminação: Hugo Peake
Trilha sonora: Ricardo Severo
Cenografia: Mira Andrade
Figurino: Theodoro Cochrane
Fotografia: Luciana Serra
Direção de produção: Carlos Mamberti
Produção executiva: Daniel Palmeira
Produção geral: Mamberti Produções

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